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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Coluna Jornal A Voz do interior-Edição 560

As unidades pacificadoras do Governo do Estado

Nos últimos meses acompanhamos na mídia, as ações do governo do estado do Rio de Janeiro que através da secretaria de segurança pública vem desenvolvendo uma política de instalação de unidades de polícia pacificadora nas favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de acabar com o domínio do tráfico nas comunidades e estreitar as relações entre governo e moradores.
Tais ações, tem despertado opiniões diversas em favor e contra essas medidas, classificadas por muitos como marketing eleitoreiro e tentativa de mostrar eficiência para a população em uma das áreas mais precárias e carentes de novas idéias, que é a segurança pública.
Sabemos que o tráfico de drogas e a violência, é um problema mundial e que deve ser combatido com rigor,porque ambos estão ligados e tem o poder devastador de destruir pessoas e o estado por sua vez, deve cumprir o seu papel de zelar pelo bem estar da população e o bom funcionamento da segurança pública deve ser prioridade.
As ações do governo do estado, podem ter boas intenções, mas creio que para um problema complexo como o tráfico,a pobreza e a violência que domina as comunidades carentes do Rio de Janeiro e periferias do Brasil e do mundo, medidas mais eficazes devem ser tomadas. Não basta expulsar o traficante e instalar um batalhão de polícia nessas comunidades e não investir na melhora da qualidade de vida da população daquele lugar no que se diz respeito a infra-estrutura, educação,saúde e qualificação profissional.É necessário além de policiais e armamanetos,implantar escolas com professores de qualidade , mudar as diretrizes educacionais do estado e investir na formação de cidadãos e ajudá-los a formar um caráter de bem acima de tudo e, para isso seria necessário incluir acompanhamento psicológico, prática de esportes, atividades culturais, avaliadores vocacionais para crianças e jovens, criação de centros de estudos profissionalizantes e técnicos, entre outros. Dessa forma começam as mudanças de uma população.Foi assim que a coréia do Sul cresceu absurdamente nos últimos 25 anos, investindo nas crianças e nos jovens e promovendo uma educação de qualidade. Mas para isso se tornar real, foi preciso fazer uma revolução nas políticas educacionais do país.
Voltando a falar nas unidades pacificadoras,uma questão tem sido levantada tanto pela mídia, como pessoas comuns em conversas com amigos, familiares e outros. Os traficantes que são “expulsos” dessas comunidades, para onde vão? Pelo que tenho visto não tem sido efetuadas prisões nessas áreas onde as unidades tem sido instaladas. Em uma comunidade do Rio onde o tráfico é considerado de pequeno porte, estima-se um fluxo de 70 homens envolvidos e em uma comunidade como a Rocinha, os complexos da Maré, do Alemão e da penha, o número de pessoas envolvidas chega a 200 homens. Outros dados que podemos citar é que nessas favelas encontram-se armamentos pesados como fuzis,sub-metralhadoras,granadas e até metralhadoras anti-aéreas e cadê esses armamentos? Também não vemos na mídia a divulgação de apreensões de grande porte desses armamamentos a muito tempo.
Como podemos ver, o problema é bastante complexo e correntes políticas ligadas ao interior do nosso estado, tem mostrado uma preocupação com uma possível migração desses bandidos, para as cidades do interior e essa preocupação envolve a nossa cidade de Rio das Ostras, que vem atravessando uma fase onde a criminalidade tem aumentado junto com o número de habitantes.
Nesse projeto de “pacificação” das favelas, o contigente de policiais que já é baixo, tem sido deslocado para esse obejtivo e devido a isso outras áreas do estado, como o interior tem sido colocado em segundo plano quando se diz respeito a segurança e isso pode estar facilitando a prosperidade do crime nessas localidades.

sábado, 3 de julho de 2010

Solucionar os Problemas

Nos últimos 2 anos, o município de Rio das Ostras, vem atravessando uma fase, onde bastante dificuldades surgiram e prejudicaram fortemente diversos setores da cidade.
A Primeira delas,segundo a atual administração foi a queda da arrecadação dos royalties no final do ano de 2008, que comprometeu a prestação eficaz de alguns serviços públicos.
No ano de 2009, um tema foi a tônica das discussões e debates envolvendo o poder público, população e parte da imprensa:Segurança pública. Rio das Ostras,assim como os municípios vizinhos, foi invadida por criminosos de diversos escalões. Aconteceram assaltos em plena luz do dia no centro da cidade,empresários locais tiveram suas residências invadidas e foram feitos reféns ao lado de seus familiares enquanto seus bens eram subtraídos pelos bandidos.Frequentes assaltos a pedestres a qualquer horário, mostraram a fragilidade da política de segurança pública aplicada ao município e o desprezo dado as autoridades policiais por parte dos criminosos. O Número de carros e motos furtadas, também teve um alto crescimento e até o famoso crime conhecido como “saidinha de banco” ocorreu diversas vezes em 2009 e 2010.
Agora vamos ao que interessa. Esses acontecimentos ocorridos em nosso município, levantaram mais uma polêmica envolvendo questões políticas. As discussões acerca desses fatos ganharam as ruas e foram parar na internet através de blogs e sites de relacionamentos e nessas discussões sempre se levantam questionamentos que visam buscar um culpado pelo aumento da criminalidade na cidade. Sabemos que Rio das Ostras teve um crescimento populacional muito grande nos últimos anos e isso trouxe
consequentemente,um crescimento econômico para a cidade e como já aconteceu em municípios como Macaé, Cabo frio e Campos, a criminalidade também veio atraída por esse crescimento.
É fato que Rio das Ostras ainda conta com uma política de segurança de cidade pequena, pois os fatos nos levam a essa conclusão, mas creio que os debates e discussões, poderiam buscar uma solução para os problemas. Não adianta criticar o prefeito, o deputado e esquecer que a segurança pública é um dever do estado garanti-la. Mas também não podemos esquecer que é um dever do nosso prefeito Carlos Augusto buscar meios para que as necessidades do município de Rio das Ostras sejam atendidas, e isso inclui cobrar do governo estadual mais policiamento para a cidade. O Deputado Sabino vem reivindicando melhoras para segurança pública do interior do estado e principalmente para Rio das Ostras em seus pronunciamentos nas sessões da Assembléia Legislativa e creio que o prefeito Carlos Augusto também tem buscado uma solução junto ao governador Sérgio Cabral.Não importa no momento o lado político e os pensamentos diferentes, o que de fato importa é que o problema seja solucionado.
Do jeito que está não dá mais para ficar, a nossa querida cidade não pode se tornar um parque de diversões para criminosos. Nosso povo não pode ser refém do medo e da insegurança, sabendo que não se está seguro nem dentro de suas próprias casas.
A situação está crítica e para piorar, a iminência de mais uma queda na arrecadação dos royalties devido a tal emenda Ibsen, obriga aos nossos governantes a buscarem outras alternativas de renda para a cidade. É hora de políticos, sociedade e quem ama Rio das Ostras, deixar em segundo plano as diferenças e unir forças para se obter uma solução para esses fatos. A segurança pública tem que melhorar, o turismo tem que sair da zona de conforto e ser mais elaborado e mais explorado, através de novas atrações e eventos estratégicos como o encontro internacional de motociclistas e o festival de jazz e blues, para que a economia Riostrense venha a crescer mais.
A segurança tem que ser prioridade, afinal quem quer viajar para uma cidade com altos índices de criminalidade?
Finalizando, desejo que Deus abençoe e dê sabedoria as nossas autoridades políticas como o prefeito Carlos Augusto, o deputado Alcebíades Sabino e nossos veradores para que eles priorizem solucionar esses problemas que tanto afetam nossa cidade e nossa população e que o governador Sérgio Cabral não se esqueça do interior do estado, porque daqui a 4 meses a resposta a um descaso, pode vir nas urnas.Aos leitores e amigos,muito obrigado pela atenção e estaremos por aqui cobrando,aplaudindo,criticando construtivamente e observando, sempre no objetivo de querer o melhor para a nossa querida Rio das
Ostras.